Resumo
Os caminhos da água, que outrora desenharam a ocupação dos territórios são, atualmente, elementos da estrutura urbana, fundamentais, à abordagem dos desafios climáticos na relação cidade/água. Em condição de mutação climática, as cheias e inundações são consideradas desastres naturais e podem significar enormes catástrofes pela perda de vida e valor humano. Encontrar mecanismos para gerir esta relação é um desafio que a cidade, no seu desenho, terá de assumir. Uma das hipóteses será refletir sobre a “cultura do solo”, ou seja, reconhecer e identificar elementos, da estrutura natural urbana, que compõe e modelam o território, fundamentando as suas valências como base e solução estratégica para minimizar os danos causados pelas adversidades climáticas. A análise de factos relacionados com episódios de cheias e inundações urbanas permite organizar a leitura clara de pontos críticos e de fragilidades no sistema de planeamento urbano. Como resultado podemos identificar elementos e apontar linhas estratégicas de atuação, no campo do desenho da cidade, pelo esquema da “cultura do solo”, permitindo uma reflexão sobre como minimizar episódios de calamidade urbana.
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